Drenagem Reversa e Drenagem Linfática Manual

Drenagem Reversa

A drenagem linfática reversa é utilizada no tratamento de pós-operatório.

A cirurgia causa lesões no corpo como cortes e cicatrizes, a drenagem linfática reversa direciona o edema à um gânglio proximal a lesão. Por esse motivo é chamada de drenagem reversa.
Quando é feita a cirurgia no local da incisão vasos são lesionados, dificultando assim a eliminação dos líquidos excedentes.

Drenagem Linfática Manual

A drenagem linfática manual é conhecida como uma técnica de massagem, com movimentos suaves, lentos e precisos que auxiliam o percurso do sistema linfático.

Essa técnica de Drenagem tem muita importância para a área médica, possui excelentes resultados no tratamento pré e pós-operatório. Reduz o edema (inchaço) que muitas grávidas tem, auxilia na diminuição da celulite, pois aumenta a circulação local, melhora as trocas metabólicas entre os tecidos capilares favorecendo assim, a melhora da pele.

Quantas vezes pode ser feita?

O tratamento deve ser realizado 3 vezes por semana, com intervalo de 1 dia, Ex. Segunda, Quarta e Sexta. Ou Terça e Quinta, não deve ser realizada todos os dias.

A Drenagem Linfática Manual é uma das inúmeras funções do organismo (LEDUC e LEDUC, 2000).

Indicações:

  • Cicatrizes hipertróficas e quelóides
  • Edemas pós-operatórios
  • Edemas pós-traumáticos
  • Enfermidades crônicas das vias respiratórias
  • Hidrolipodistrofia
  • Linfedemas
  • Para facilitar a cicatrização e evitar complicações
  • Úlceras varicosas (por conta da diabete, feridas sem cicatrização)

Contra-Indicações:

  • Distúrbios do ritmo cardíaco e acidentes cardíacos recentes
  • Edemas por infecções e inflamações agudas
  • Edemas oriundos e insuficiência cardíaca descompensada
  • Flebites, tromboses, tromboflebites
  • Hipertireoidismo (em edemas de cabeça e pescoço)
  • Insuficiências renais e hepáticas
  • Tumores malignos ativos
  • Problemas renais crônicos
  • Gestante menos de 3 meses.

A Drenagem Linfática Manual não emagrece! Muitas pessoas perdem medidas ao realizar as sessões de drenagem por conta de inchaço causado por líquido retido. (Retenção de líquido), a drenagem favorece a circulação, metabolismo, contribui com o sistema

As sessões de drenagem linfática promovem excelentes resultados para quem deseja perder medidas se: associados à uma alimentação saudável, bastante ingestão de água, exercícios físicos e cosméticos que auxiliam na redução de medidas.

  • Mas atenção !!!! Não podemos vender a perda de medidas. Cada organismo responde de um jeito aos estímulos feitos na drenagem.

Não há como drenar o líquido retido no corpo, e fazer com que ele saia pela urina! A drenagem promove o encaminhamento do líquido do corpo rico em restos metabólicos, toxinas, o próprio organismo se encarrega de eliminar o excesso de liquido.

Drenagem linfática não dói! Se você for em algum lugar, e fizer uma sessão de drenagem, ela deve ser suave, movimentos lentos, você não deve jamais ficar roxa com a drenagem.

Edema: é o acúmulo anormal de líquido intersticial cuja composição é predominantemente aquosa e não possui alta concentração protéica (o sistema linfático consegue absorver e transportar adequadamente todas as moléculas). (Camargo e Marx, 2000).

linfedema (google imagens)
linfedema (google imagens)

Linfedema: Tumefação de tecidos moles como resultado de acúmulo de fluido intersticial com alta concentração protéica (causado pela deficiência do fluxo linfático em combinação com um aumento das proteínas plasmáticas).

Proximal: A direção da manobra é sempre para o grupo proximal de linfonodos.

Leduc mantém a seqüência proposta por Vodder de drenar as regiões proximais antes das distais, e também a drenagem de cada região de distal a proximal.

Dr. Emil Vodder nasceu na Dinamarca em 20 de fevereiro de 1886. Estudou quatro anos de medicina, sociologia e fez doutorado de filosofia na faculdade de Filosofia e Letras de Bruxelas em 1928.

Na década de 30, Emil Vodder e sua esposa Astrid aplicaram o método da drenagem linfática manual em seus pacientes que, apresentavam gânglios do pescoço inchados e duros. Dr. Emil Vodder (1886 – 1986) atribuía à linfa a função de nutrição e regeneração dos tecidos do corpo.

O método da Drenagem Linfática Manual Vodder foi difundindo pela Europa conseguindo muitos adeptos da técnica.

Leduc Doutor Instrutor Físico (Physique Docteur Agrege = PhD) da Universidade de Bruxelas (Universite Libre de Bruxelles), Albert Leduc ficou curioso pelo assunto e passou a estudar o método linfático.

dlm

Só para esclarecer:

Quando abordei o tema: drenagem linfática reversa apresentei como um tema original, que já tem referências:

Termo usado para definir manobras da drenagem pós-cirúrgica, que tem como objetivo orientar profissionais que realizam essa drenagem a não levarem o edema para as regiões de incisão. Mas, direcionar o edema causado pelas incisões para os principais linfonodos.

Exemplo: cirurgia plástica de dermolipectomia abdominal há um edema extenso na região abdominal. Ao realizar a drenagem linfática pós- cirúrgica para qual região devemos levar o edema?

Sabemos que os principais linfonodos nessa região encontram-se na face anterior do tórax: esterno, axila e clavícula, mamários internos.
A região peri-umbilical precisa ser manipulada para ativação e incremento à circulação periférica, com o objetivo de prevenir fibroses. Levando o edema aos gânglios mais próximos.

Cuidados: Procedimento de deambulação, preservando a musculatura abdominal, com o tronco em semiflexão. (não indicado em pós-operatório imediato). Este posicionamento deve ser mantido nos casos de dermolipectomias totais, um período mínimo de quinze dias.

O tema “reverso” é como dizer “faça a volta”. Direcionando os edemas aos gânglios proximais e não para a incisão.

Algumas Referências sobre a Drenagem Linfática Manual e Drenagem Linfática Reversa:

Na década de 80, Carlucci criou a drenagem reversa. Esse termo “reversa” nos dá uma falsa impressão, mas o método procura direcionar o edema para as vias integras após os procedimentos cirúrgicos.(GUIRRO & GUIRRO, 2002).

CARLUCCI, Adolfo. Drenagem Linfática Reversa, Um Tema Novo E Polêmico/pp28-30, 1996.

LEDUC,A.;LEDUC,O.Drenagem Linfática Teoria e Prática. 2ª Ed.São Paulo:Manole,2000,p.3-15,27-39.
PITA,B.R et al.Drenagem Linfática ,Interfisio,Rio de Janeiro,17 de dez de 2007.

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14 thoughts on “Drenagem Reversa e Drenagem Linfática Manual

  1. Não esclareceu muito sobre dren linf reversa vejo que só usou como chamada para chamar a atenção econseguiu! Porém, apenas para contribuir com o bom nível das profissionais queira corrigir “perca” de medidas por perda de medidas por favor. E poderia postar as referências científicas do método reverso do Carlucci, publicação científica indexada, trabalho ainda desconhecido por Witlinguer (professor é um dos diretores do instituto que mantém as diretrizes Vodder desde seus pais). Obrigada

    1. Boa noite, Marisa.

      Primeiro gostaria de dizer que é um prazer ler o seu comentário, inclusive das correções (obrigada),tenho muito respeito por diversos autores e o post mostra as citações de cada um em seus trabalhos. Sem desmerecer, o intuito da publicação é falar sobre, visto que é um blog para instigar a curiosidade e leitura, fazendo com que as pessoas busquem mais e mais sobre os temas abordados. Muito bem colocado, os trabalhos desenvolvidos por Carlucci encontram-se disponíveis, já atualizados.
      Já corrigido no blog.
      Grata pela atenção.
      Elaine.

    1. Boa Tarde Paula, obrigada por acessar o blog, em breve publicarei uma matéria sobre DLM em gestantes.
      Att, Estética no mundo.

  2. Oi gostaria de saber se vc seguem uma sequencia tipo por onde começa onde termina.
    Se uma pessoa faz abdominoplastia que como seria a sequencia. e mamoplastia como seria a sequencia.

    1. Boa Noite,
      Eliana

      Obrigada por acessar o blog. Em cirurgias plásticas tudo depende do tipo de cirurgia, cada uma tem
      seu tempo para que seja iniciada a DLM reversa.
      Quem pode te responder isso é o médico.

      Grata,
      Elaine.

  3. Elaine o conteudo desse artigo esta esclarecedor e rico. Tudo de bom para os leigos e muito claro para quem domina a técnica. Parabéns flor…. bjs

    1. Boa Noite,

      Obrigado pelo comentário.

      Quando abordei o tema: drenagem linfática – reversa apresentei como um tema original, que já tem referências:

      Termo usado para definir manobras da drenagem pós-cirúrgica, que tem como objetivo orientar profissionais que realizam essa drenagem a não levarem o edema para as regiões de incisão. Mas, direcionar o edema causado pelas incisões para os principais linfonodos.

      Exemplo: cirurgia plástica de dermolipectomia abdominal há um edema extenso na região abdominal. Ao realizar a drenagem linfática pós- cirúrgica para qual região devemos levar o edema?

      Sabemos que os principais linfonodos nessa região encontram-se na face anterior do tórax: esterno, axila e clavícula, mamários internos.
      A região peri-umbilical precisa ser manipulada para ativação e incremento à circulação periférica, com o objetivo de prevenir fibroses. Levando o edema aos gânglios mais próximos.

      Cuidados: Procedimento de deambulação, preservando a musculatura abdominal, com o tronco em semiflexão.(não indicado em pós-operatório imediato).Este posicionamento deve ser mantido nos casos de dermolipectomias totais, um período mínimo de quinze dias.

      O tema “reverso” é como dizer “faça a volta”. Direcionando os edemas aos gânglios proximais e não para a incisão.

      Espero que tenha esclarecido sua dúvida.

      Grata,
      Deixe seu nome e profissão.

      Algumas Referências sobre a Drenagem Linfática Manual e Drenagem Linfática Reversa:

      Na década de 80, Carlucci criou a drenagem reversa. Esse termo “reversa” nos dá uma falsa impressão, mas o método procura direcionar o edema para as vias integras após os procedimentos cirúrgicos.(GUIRRO & GUIRRO, 2002).

      CARLUCCI, A. MD. Drenagem Linfática Reversa. . I Congresso Brasileiro de Fisioterapia Dermato- Funcional. São Paulo. 2000.

      LEDUC,A.;LEDUC,O.Drenagem Linfática Teoria e Prática. 2ª Ed.São Paulo:Manole,2000,p.3-15,27-39.
      PITA,B.R et al.Drenagem Linfática ,Interfisio,Rio de Janeiro,17 de dez de 2007.

  4. FAZ TODA DIFERÊNÇA NO PRÉ E PÓS OPERATÓRIO, PORÉM TEM QUE SER BEM ESCOLHIDO O PROFISSIONAL A REALIZÁ-LA.

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