A descoberta da Drenagem Linfática Manual

A descoberta da Drenagem Linfática Manual

Esse post tem como finalidade ressaltar a importância da drenagem linfática manual, e colocar aqui alguns nomes importantes, autores e estudiosos que descobriram o sistema linfático, abordaram a técnica de drenagem linfática manual.

Espero que você leitor goste, e aprenda um pouco mais sobre essa técnica, que é tão importante para nós profissionais esteticistas e demais profissionais que realizam a drenagem linfática manual.

Aqui ficará evidenciado os trabalhos desenvolvidos por diversos autores, sem defender essa ou outra técnica, número de manobras ou sequência, será abordado estudos sobre a fisiologia do sistema linfático.

Os principais estudiosos do sistema linfático foram: Hipócrates de Cós, que denominava a linfa de sangue branco, e Herófilo (anatomista grego, 300 a.C.).

Hipócrates falava sobre o “sangue branco”, Aristóteles, Herófilos e Erasistrato mencionaram “certas estruturas anatômicas que geram fluido incolor” em seus escritos. Herófilos citou ainda: vasos (espécie de glândulas não definidas), hoje chamamos de gânglios linfáticos.

No século XVII Gaspar Asellius de Milão, foi professor de anatomia em Pávia de 1581 a 1627, estudou os vasos linfátivos intestinais do cã0.

Em 1647, Jean Piquet, estudando descobriu e pontuou a localização da cisterna de Picquet, termo hoje adotado como cisterna de quilo, (nomeclatura anatômica internacional).

O termo linfático ocasionou grande polêmica entre dois importantes pesquisadores que tentavam assumir a sua paternidade, o que chamaríamos hoje de patente, eram eles: Olof Rudbeck (1616 – 1680) e Thomas Bartolin.

Todas as referências feitas nesse post possuem direitos autorais, encontram-se nos livros:

  • Passo a passo da drenagem linfática manual em cirurgia plástica – Neí Maria Garcia.
  • Drenagem Linfática Manual teoria e prática – Ary Elwing e Orlando Sanches.

Drenagem Reversa e Drenagem Linfática Manual

Drenagem Reversa

A drenagem linfática reversa é utilizada no tratamento de pós-operatório.

A cirurgia causa lesões no corpo como cortes e cicatrizes, a drenagem linfática reversa direciona o edema à um gânglio proximal a lesão. Por esse motivo é chamada de drenagem reversa.
Quando é feita a cirurgia no local da incisão vasos são lesionados, dificultando assim a eliminação dos líquidos excedentes.

Drenagem Linfática Manual

A drenagem linfática manual é conhecida como uma técnica de massagem, com movimentos suaves, lentos e precisos que auxiliam o percurso do sistema linfático.

Essa técnica de Drenagem tem muita importância para a área médica, possui excelentes resultados no tratamento pré e pós-operatório. Reduz o edema (inchaço) que muitas grávidas tem, auxilia na diminuição da celulite, pois aumenta a circulação local, melhora as trocas metabólicas entre os tecidos capilares favorecendo assim, a melhora da pele.

Quantas vezes pode ser feita?

O tratamento deve ser realizado 3 vezes por semana, com intervalo de 1 dia, Ex. Segunda, Quarta e Sexta. Ou Terça e Quinta, não deve ser realizada todos os dias.

A Drenagem Linfática Manual é uma das inúmeras funções do organismo (LEDUC e LEDUC, 2000).

Indicações:

  • Cicatrizes hipertróficas e quelóides
  • Edemas pós-operatórios
  • Edemas pós-traumáticos
  • Enfermidades crônicas das vias respiratórias
  • Hidrolipodistrofia
  • Linfedemas
  • Para facilitar a cicatrização e evitar complicações
  • Úlceras varicosas (por conta da diabete, feridas sem cicatrização)

Contra-Indicações:

  • Distúrbios do ritmo cardíaco e acidentes cardíacos recentes
  • Edemas por infecções e inflamações agudas
  • Edemas oriundos e insuficiência cardíaca descompensada
  • Flebites, tromboses, tromboflebites
  • Hipertireoidismo (em edemas de cabeça e pescoço)
  • Insuficiências renais e hepáticas
  • Tumores malignos ativos
  • Problemas renais crônicos
  • Gestante menos de 3 meses.

A Drenagem Linfática Manual não emagrece! Muitas pessoas perdem medidas ao realizar as sessões de drenagem por conta de inchaço causado por líquido retido. (Retenção de líquido), a drenagem favorece a circulação, metabolismo, contribui com o sistema

As sessões de drenagem linfática promovem excelentes resultados para quem deseja perder medidas se: associados à uma alimentação saudável, bastante ingestão de água, exercícios físicos e cosméticos que auxiliam na redução de medidas.

  • Mas atenção !!!! Não podemos vender a perda de medidas. Cada organismo responde de um jeito aos estímulos feitos na drenagem.

Não há como drenar o líquido retido no corpo, e fazer com que ele saia pela urina! A drenagem promove o encaminhamento do líquido do corpo rico em restos metabólicos, toxinas, o próprio organismo se encarrega de eliminar o excesso de liquido.

Drenagem linfática não dói! Se você for em algum lugar, e fizer uma sessão de drenagem, ela deve ser suave, movimentos lentos, você não deve jamais ficar roxa com a drenagem.

Edema: é o acúmulo anormal de líquido intersticial cuja composição é predominantemente aquosa e não possui alta concentração protéica (o sistema linfático consegue absorver e transportar adequadamente todas as moléculas). (Camargo e Marx, 2000).

linfedema (google imagens)
linfedema (google imagens)

Linfedema: Tumefação de tecidos moles como resultado de acúmulo de fluido intersticial com alta concentração protéica (causado pela deficiência do fluxo linfático em combinação com um aumento das proteínas plasmáticas).

Proximal: A direção da manobra é sempre para o grupo proximal de linfonodos.

Leduc mantém a seqüência proposta por Vodder de drenar as regiões proximais antes das distais, e também a drenagem de cada região de distal a proximal.

Dr. Emil Vodder nasceu na Dinamarca em 20 de fevereiro de 1886. Estudou quatro anos de medicina, sociologia e fez doutorado de filosofia na faculdade de Filosofia e Letras de Bruxelas em 1928.

Na década de 30, Emil Vodder e sua esposa Astrid aplicaram o método da drenagem linfática manual em seus pacientes que, apresentavam gânglios do pescoço inchados e duros. Dr. Emil Vodder (1886 – 1986) atribuía à linfa a função de nutrição e regeneração dos tecidos do corpo.

O método da Drenagem Linfática Manual Vodder foi difundindo pela Europa conseguindo muitos adeptos da técnica.

Leduc Doutor Instrutor Físico (Physique Docteur Agrege = PhD) da Universidade de Bruxelas (Universite Libre de Bruxelles), Albert Leduc ficou curioso pelo assunto e passou a estudar o método linfático.

dlm

Só para esclarecer:

Quando abordei o tema: drenagem linfática reversa apresentei como um tema original, que já tem referências:

Termo usado para definir manobras da drenagem pós-cirúrgica, que tem como objetivo orientar profissionais que realizam essa drenagem a não levarem o edema para as regiões de incisão. Mas, direcionar o edema causado pelas incisões para os principais linfonodos.

Exemplo: cirurgia plástica de dermolipectomia abdominal há um edema extenso na região abdominal. Ao realizar a drenagem linfática pós- cirúrgica para qual região devemos levar o edema?

Sabemos que os principais linfonodos nessa região encontram-se na face anterior do tórax: esterno, axila e clavícula, mamários internos.
A região peri-umbilical precisa ser manipulada para ativação e incremento à circulação periférica, com o objetivo de prevenir fibroses. Levando o edema aos gânglios mais próximos.

Cuidados: Procedimento de deambulação, preservando a musculatura abdominal, com o tronco em semiflexão. (não indicado em pós-operatório imediato). Este posicionamento deve ser mantido nos casos de dermolipectomias totais, um período mínimo de quinze dias.

O tema “reverso” é como dizer “faça a volta”. Direcionando os edemas aos gânglios proximais e não para a incisão.

Algumas Referências sobre a Drenagem Linfática Manual e Drenagem Linfática Reversa:

Na década de 80, Carlucci criou a drenagem reversa. Esse termo “reversa” nos dá uma falsa impressão, mas o método procura direcionar o edema para as vias integras após os procedimentos cirúrgicos.(GUIRRO & GUIRRO, 2002).

CARLUCCI, Adolfo. Drenagem Linfática Reversa, Um Tema Novo E Polêmico/pp28-30, 1996.

LEDUC,A.;LEDUC,O.Drenagem Linfática Teoria e Prática. 2ª Ed.São Paulo:Manole,2000,p.3-15,27-39.
PITA,B.R et al.Drenagem Linfática ,Interfisio,Rio de Janeiro,17 de dez de 2007.

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•Fisiologia do sistema Circulatório
•Fisiologia do sistema Linfático
•Anatomia e componentes do sistema linfático.
•Vias Linfáticas,Capilares, Vasos e Troncos.
•Tecidos linfáticos.
•Formações Linfóides.
•Principais regiões de Gânglios.
•Cisterna de Picquet,
•Trajetória global da circulação linfática.
•Formação do Linfoedema
•A natureza das manobras e seus objetivos.
•Influencias Diretas e Indiretas da Drenagem
•Palpação e desenvolvimento da percepção sensorial
•Indicações e contra-indicações da drenagem
•Precauções e efeitos colaterais
•Drenagem reversa
•Tratamentos para pré e pós cirurgias plásticas.

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